
Ventava
e iluminava:
raios de sol destronavam
os últimos lúdicos soluços
de uma noite (como sempre)
longa e dolente.
Da janela entreabriam-se
paisagens mal dormidas:
sonhos e cheiros,
marolar e maresia.
Pesadelos com azia,
ecos e um súbito momento
de amnésia
martelavam a minha cabeça.
Ah
que cabeça a minha!
(Se é que era mesmo
a minha.)
*Publicado no livro A Mentecapta
acho que de vez em quando a gente não quer mesmo lembrar do ontem...
ResponderExcluire a gente queria tanto só noites bem dormidas, não é ?
beijossss
Ricardo...
ResponderExcluirpassou bem o ano ?
desejo um 2011 de ternuras e de alegrias...
beijo